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Até pelo menos 2026, Carlos Jereissati Filho, CEO do grupo Iguatemi, “quer surpreender, aperfeiçoar experiências, ser contemporâneo e diferente.” O Iguatemi São Paulo, primeiro shopping da América Latina, está completando 50 anos. E pensar mais meio século, digamos, é um pouco muito. Melhor fatiar por décadas. “ A última foi a da reforma e melhora da estrutura. Agora nos próximos dez anos queremos incorporar mais tecnologia, oferecer novos serviços, inovar no design e nos envolver mais com as causas da cidade.”

O conceito da celebração não é nostálgico. “Eu não queria aquela história de um selinho comemorativo. Nosso cotidiano é tão vivo, se renova com tanta frequência, que muitas vezes me sinto mais velho que o shopping. A motivação é Forever Young.” Para marcar este ponto de vista, a empresa investiu num manifesto com narração de Costanza Pascolato que, aos 76 anos, reforça a ideia de que “ser jovem não é uma questão de idade, e sim de liberdade” e  que o segredo para uma vida bem vivida é “acreditar que o melhor momento é agora.” A peça será exibida em canais de tevê fechada. O documento foi elaborado em conjunto com a Box 1824. O mote da campanha é “Viver é maravilhoso”.

As festividades terão três tempos: celebrar, emocionar e enlaçar. Começam em junho com a abertura de uma instalação com a presença do artista contemporâneo argentino Leandro Erlich. Chamada de Changing Rooms, a obra reúne vários provadores num mesmo espaço, com disposição inusitada de espelhos para proporcionar ao visitante diferentes visões de si mesmo.

Num segundo momento, a empresa organiza uma mostra com uma “deliciosa viagem pelo olfato e todas as memórias afetivas”. E em outubro, para reforçar sua conexão com a moda,  uma instalação para proporcionar uma “experiência têxtil”. A programação envolve também palestras que, em conjunto com as exposições, “promovem a educação”, diz Jereissati.

Jereissati persegue a elegância e não o luxo “que guarda o componente de excesso” que, para ele, não faz mais sentido. “Com a ajuda da tecnologia seremos capazes de produzir usando menos recursos. Ao mesmo, as pessoas já sabem que precisam de cada vez menos coisas para viver. É o conhecimento, o senso estético que permitem a alguém ter atitude e elegância e não uma bolsa grifada.”

A campanha com fotos selecionadas a partir do acervo de fotógrafos como Gleeson Paulino, Christian Gaul, Felipe Hellmeister, Marcio Simch, Gui Paganini, capta esta celebração do “otimismo contagiante para surpreender o cliente”, explica Hélio Rosas, diretor de arte que fez a curadoria das imagens. A veiculação das peças começa na próxima quinta (18). Os lojistas também devem participar com eventos paralelos e os restaurantes terão programação temática.

Ainda que promova o otimismo, o ano tem sido traumático para o setor. “Sofremos menos porque nosso público é a classe média alta que foi menos impactada e continua comprando.” Depois da abertura da Polo Ralph Lauren em abril, mais nenhuma marca internacional está prevista para este ano. É festa, mas sem exageros.