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Como 663 milhões de pessoas em todo o mundo, Selam, uma menina de 13 anos que mora na Etiópia, não tinha acesso a água limpa até pouco tempo. Todos os dias, ela acordava às 6h da manhã para iniciar uma longa caminhada até a única fonte de água próxima do vilarejo, para abastecer sua casa, onde mora com o pai e dois irmãos. Ela carregava 25 litros nos braços, em galões de combustível reciclados, e ainda temia que a família ficasse doente, porque a água é poluída. Por causa da missão, que um dia já foi da mãe, já morta, ela não podia estudar. Até que um dia uma coisa aconteceu… (O resto da história você pode conferir aqui: https://www.youtube.com/watch?v=nlVIsVfWwS4).

Imagine que você está ao lado de Selam, enquanto ela varre o chão de terra da casa onde vive. Você olha para trás e vê a precariedade de um mundo que você nem tinha ideia que existisse. Ao tirar o equipamento de realidade virtual – óculos e fone – você se lembra que está em um dos shoppings de luxo mais badalados de Nova York, e sente certo desconforto ao ver uma porção de gente tomando sorvete em frente a vitrines de Salvatore Ferragamo e Burberry, ou junto à marina, no Rio Hudson, onde meia dúzia de iates de luxo estão estacionados.

Conectar esses dois mundos tão contrastantes só foi possível graças à tecnologia. Se não fosse a curiosidade de testar um equipamento de realidade virtual, é improvável que os frequentadores do Brookfield Place (https://brookfieldplaceny.com/) – um shopping que liga a região de Battery Park City a gigantes do mercado financeiro e às principais linhas de metrô de Downton – tivessem a menor ideia de que meninas como Selam existem.

Graças a doadores anônimos do Morgan Stanley, entre outras empresas, a organização sem fins lucrativos charity: water (www.charitywater.org) espera levar a história de Selam para no mínimo 10 mil pessoas – cada telespectador que assiste ao filme de oito minutos, cercado com os galões amarelos de água que ela usava na coleta – aciona uma doação de 30 dólares para levar água limpa a comunidades como a dela. Segundo a organização do evento, US$ 200 mil devem ser arrecadados ao final de três semanas.

A Charity: Water foi fundada em 2006, pelo novaiorquino Scott Harrison, um promotor de eventos de moda e da noite que, após o que ele chama de “falência espiritual e moral”, decidiu se juntar  a um grupo de voluntários que oferecia cirurgias a nações carentes. Após algum tempo, percebeu que a melhor forma de ajudar o mundo era começar pelo básico: levar água limpa a quem não tem. No board da organização, Scott conta com o presidente da Yves Saint Laurent na América do Norte, Brant Cryder, e com o presidente para as Américas da Christie`s, Brook Hazelton. (Tatiana Pronim, de NY)

Para quem está em Nova York e quer conhecer a história da Selam via realidade virtual:

Data: Até 29 de agosto
Horário: Das 11h às 20h
Local: The Winter Garden – Brookfield Place (230 Vesey Street – Manhattan – Nova York)

 

Veja a ação da Natura na Virada Sustentável usando a realidade virtual: http://www.angelaklinke.com.br/2016/08/24/2229/