Depois dos Jogos Olímpicos que impactaram positivamente no resultado de todas as unidades, em especial no Rio, o Fogo de Chão precisava encontrar uma forma de atrair novos consumidores para a rede. Implantou em fevereiro, em seus 9 restaurantes, o Fogo Gourmet, menus para quem não tem bala ou fôlego para encarar um rodízio de R$138 todos os dias.

Os “passaportes de acesso” começam com a versão Fit, só com o buffet de saladas, que sai por R$ 49,90. Se combiná-la com um franguinho custa R$68, com um peixe R$ 75 ou com uma carne R$ 85.

“Muitos executivos passaram a vir todos os dias e outros consumidores que nunca tinham vindo, se tornaram clientes. Hoje, o Fogo Gourmet já representa 15% do resultado”, diz Silvana Kalckmann, gerente da operação no Brasil.

Com menus mais acessíveis, o Fogo de Chão conseguiu recuperar parte da frequência dos congressistas em Brasília. “Antes dos últimos escândalos, tinha deputado que gastava R$ 2 mil só em vinho. Agora eles são mais comedidos.”

Outra estratégia é intensificar as promoções no happy hour e os pacotes para eventos, ainda no fim do ano quando começa a safra de “festas da firma”.

A expectativa este ano é empatar o resultado de 2016, descontado o efeito Olimpíada, claro. Mesmo assim a empresa encomendou um estudo para o plano de expansão. “Nosso negócio tem uma particularidade. Precisamos de áreas grandes, cerca mil metros quadrados. Para rentabilizá-los temos de ter público de segunda a segunda. Ou seja, combinar a frequência corporativa e das famílias. E isso torna o desafio de encontrar o ponto maior.”

O Fogo de Chão encomendou o levantamento a consultoria Varese para esta empreitada. “Teríamos espaço para ter até 20 casas no país. Estamos avaliando até um modelo mais enxuto para poder ir para shopping, por exemplo.”

O Fogo de Chão tem como acionista majoritário desde 2012 o fundo de private equity americano Thomas H. Lee Partners. Suas ações são negociadas na bolsa de Nova York. Como a principal característica do negócio é a “identidade brasileira”, uma das funções de Silvana é treinar mão de obra para mandar para os restaurantes nos Estados Unidos. Lá há espaço para a rede chegar a 200 restaurantes.

Como ele também gosta de cozinhar, já criou saladas que entraram para o cardápio e que vão passar a figurar também nas “ilhas” do mercado americano.

*Este post foi originalmente publicado no AK Report, newsletter com análises e notícias exclusivas do mercado de luxo e lifestyle. Para saber mais e se tornar um assinante escreva para angelaklinkereport@gmail.com